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ABCICLO: Associação Brasileira do Ciclo da Receita Hospitalar Associe-se

Dados

Glossário do ciclo da receita

Os termos do ciclo da receita na saúde suplementar, com definição direta e, quando existe, a norma de referência.

Revisado pelo Comitê de Padrões e Interoperabilidade · Versão 0.1 · Atualizado em 27/10/2026

126 termos

A

Aging de contas a receber

Aging de contas a receber é a distribuição do saldo a receber das operadoras por tempo em aberto, em faixas como até 30, de 31 a 60, de 61 a 90 e mais de 90 dias. Mostra, por operadora, quanto do recebível está atrasado e onde concentrar a cobrança.

Veja também: Contas a receber · Prazo médio de recebimento (PMR) · Inadimplência

Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados)

A Anahp é a associação que reúne hospitais privados no Brasil. Publica todo ano o Observatório Anahp, com indicadores assistenciais e econômico-financeiros dos associados, e uma versão trimestral, o Balanço Observatório Anahp. É a principal referência pública de glosa e prazo de recebimento dos hospitais.

Veja também: Glosa inicial · Glosa final · Prazo médio de recebimento (PMR)

ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)

A ANS é a agência reguladora federal, vinculada ao Ministério da Saúde, que regula e fiscaliza os planos de saúde no Brasil. Suas resoluções normativas definem, entre outros temas, a cobertura obrigatória, os prazos de atendimento, o padrão TISS e as regras dos contratos entre operadoras e prestadores.

Norma: Lei 9.961/2000

Veja também: Operadora de plano de saúde · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · Contratualização

Auditoria de contas médicas

Auditoria de contas médicas é a verificação técnica e administrativa das contas de atendimento: compara o que foi cobrado com o que foi autorizado, registrado no prontuário e previsto em contrato. Pode ser feita pelo prestador, antes do envio, ou pela operadora, ao analisar a conta.

Veja também: Auditoria médica · Auditoria de enfermagem · Glosa · Recurso de glosa

Auditoria de enfermagem

Auditoria de enfermagem é a análise, feita por enfermeiro, dos registros de enfermagem no prontuário e dos itens da conta que dependem deles. Dentro da equipe de enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro.

Norma: Lei 7.498/1986, art. 11, I, h; Resolução Cofen 720/2023

Veja também: Contra-auditoria · Auditoria de contas médicas · Prontuário

Auditoria médica

Auditoria médica é a análise, feita por médico, da indicação, da execução e do registro dos procedimentos cobrados numa conta, a serviço do prestador ou da operadora. É ato privativo de médico. As normas éticas da atividade foram atualizadas pelo CFM em 2025, e parte dos artigos da nova resolução foi suspensa por decisão judicial em 2026.

Norma: Lei 12.842/2013, art. 5º, II; Resolução CFM 2.448/2025

Veja também: Auditoria de contas médicas · Junta médica · Divergência técnico-assistencial

Auditoria prospectiva

Auditoria prospectiva é a análise feita antes do atendimento, em geral na autorização, para confirmar cobertura, indicação e documentação do procedimento pedido. Evita que um procedimento seja feito sem respaldo e glosado depois.

Veja também: Autorização prévia · Auditoria concorrente

Auditoria retrospectiva

Auditoria retrospectiva é a análise da conta feita depois da alta, antes ou depois do envio à operadora. É a forma mais comum, mas a que menos consegue corrigir falhas de registro, porque o atendimento já terminou.

Veja também: Auditoria concorrente · Glosa

Autorização prévia

Autorização prévia é a aprovação que a operadora dá antes de um procedimento, exame ou internação, quando o contrato ou a regulação exigem essa análise. Fica registrada com uma senha, e a negativa precisa ser justificada e informada no padrão TISS.

Veja também: Senha de autorização · Elegibilidade · Negativa de autorização

B

Beneficiário

Beneficiário é a pessoa vinculada a um plano de saúde, como titular ou dependente, com direito à cobertura do contrato. Na cobrança, os dados do beneficiário precisam bater com o cadastro da operadora para a conta ser aceita.

Veja também: Elegibilidade · Operadora de plano de saúde

Brasíndice

Brasíndice é uma publicação privada com preços de referência de medicamentos e materiais. Não é tabela oficial da ANS: só vale como base de cobrança quando o contrato entre prestador e operadora define o seu uso e as condições, como percentuais de ajuste.

Veja também: Simpro · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) · Contratualização

Bundle por episódio e por condição clínica

Bundle é o modelo de remuneração em que a operadora paga um valor fechado por um conjunto de cuidados. No bundle por episódio, o valor cobre um episódio, como uma artroplastia, num período definido. No bundle por condição clínica, o valor é por pessoa e cobre o cuidado de uma condição, como o diabetes.

Veja também: Modelo de remuneração · Pacote hospitalar

C

Capitation (capitação)

Capitation é o modelo de remuneração em que a operadora paga ao prestador um valor fixo por beneficiário, num período, por um conjunto de serviços, qualquer que seja o uso. Se o grupo usar mais do que o previsto, o custo fica com o prestador.

Veja também: Modelo de remuneração · Fee for service

Carência

Carência é o período, contado da contratação do plano, em que o beneficiário ainda não tem direito a certas coberturas. Os prazos máximos são de 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto a termo e 180 dias para os demais casos.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 12, V

Veja também: Cobertura Parcial Temporária (CPT) · Urgência e emergência

Case mix

Case mix é o perfil de complexidade dos pacientes atendidos por um hospital. No DRG, o índice de case mix é a média dos pesos dos grupos das altas de um período: quanto maior, mais complexos os casos. Permite comparar custo e permanência entre hospitais de perfis diferentes.

Veja também: DRG (Diagnosis Related Groups) · Modelo de remuneração

CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos)

A CBHPM é a classificação de procedimentos médicos editada pela Associação Médica Brasileira (AMB), que agrupa os procedimentos em portes para valorar os honorários. O uso na cobrança depende do contrato com cada operadora, que pode adotar outra tabela ou outra edição.

Veja também: Porte · Honorário médico · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)

CDI (documentação clínica para faturamento)

CDI, do inglês clinical documentation integrity, é a revisão dos registros clínicos durante a internação para que o prontuário mostre o que foi feito, por que e por quem. Reduz a glosa por registro incompleto, como evolução ausente ou falta de assinatura.

Veja também: Prontuário · Auditoria concorrente

Ciclo da receita hospitalar

Ciclo da receita hospitalar é o conjunto de etapas administrativas, assistenciais e financeiras que vai do agendamento e da autorização até o recebimento e a conciliação do valor pago pela operadora. Passa por elegibilidade, registro, faturamento, auditoria, glosa, recurso e cobrança.

Veja também: Faturamento hospitalar · RCM (Revenue Cycle Management) · Conciliação

CID (Classificação Internacional de Doenças)

A CID é a classificação da Organização Mundial da Saúde que dá códigos padronizados a doenças, sintomas e condições de saúde. Nas guias, o código CID justifica clinicamente o atendimento e é conferido pela operadora na análise da conta.

Veja também: Guia SP/SADT · Glosa técnica

CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos)

A CMED é o órgão interministerial que regula os preços de medicamentos no Brasil, com secretaria executiva exercida pela Anvisa. Publica listas com o preço máximo de cada apresentação, usadas como teto e referência na cobrança de medicamentos.

Norma: Lei 10.742/2003

Veja também: Brasíndice · Simpro · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)

Cobertura Parcial Temporária (CPT)

Cobertura Parcial Temporária é a suspensão, por até 24 meses, da cobertura de cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade ligados a doença ou lesão preexistente declarada na contratação do plano.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 11; RN 558/2022 (ANS)

Veja também: Carência · Beneficiário

Comitê de glosas

Comitê de glosas é a reunião periódica, em geral mensal, em que faturamento, auditoria, assistência e recepção analisam as glosas por motivo e origem e definem ações com responsável e prazo. Não confundir com o Comitê de Auditoria, Glosas e Recurso da ABCICLO, que trata do tema entre prestadores e operadoras.

Veja também: Glosa · Taxa de reversão de glosa

Conciliação

Conciliação é a comparação, conta a conta, entre o que o prestador cobrou, o que a operadora informou no demonstrativo de pagamento e o que de fato entrou no caixa. Mostra pagamentos a menor, glosas não informadas e valores pendentes.

Veja também: Demonstrativo de pagamento · Aging de contas a receber · Glosa

Conta hospitalar

Conta hospitalar é a cobrança de um atendimento, com diárias, taxas, materiais, medicamentos, OPME, exames e honorários. É enviada à operadora em guias e lotes no padrão TISS.

Veja também: Conta parcial · Faturamento hospitalar · Lote de guias

Conta parcial

Conta parcial é a cobrança de parte de uma internação ainda em andamento, usada em internações longas para não acumular meses sem faturar. A periodicidade e as regras de envio dependem do contrato com a operadora.

Veja também: Conta hospitalar · DNFB (contas não faturadas)

Contra-auditoria

Contra-auditoria é a revisão, feita pelo auditor do prestador, da glosa ou do parecer do auditor da operadora, com base no prontuário e no contrato. Sustenta o recurso de glosa e a negociação técnica. Na enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro.

Norma: Resolução Cofen 720/2023

Veja também: Recurso de glosa · Auditoria de contas médicas · Auditoria de enfermagem

Contratualização

Contratualização é a formalização, por contrato escrito, da relação entre operadora e prestador: serviços, valores, reajuste, prazos de faturamento e pagamento, rotinas de auditoria e hipóteses de glosa. O contrato escrito é obrigatório, e a ANS define o conteúdo mínimo.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 17-A (incluído pela Lei 13.003/2014); RN 503/2022 (ANS)

Veja também: RN 503/2022 · Fator de Qualidade · Prestador de serviços de saúde

Controlador e operador (LGPD)

Controlador é quem decide sobre o tratamento de dados pessoais, e operador é quem trata os dados em nome do controlador. No ciclo da receita, prestador e operadora atuam em regra como controladores, e uma empresa contratada para o faturamento atua como operadora de dados, com responsabilidade solidária se descumprir a lei ou as instruções recebidas.

Norma: Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 5º, VI e VII, e art. 42

Veja também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) · Dado pessoal sensível

Coparticipação

Coparticipação é a parte do valor de uma consulta ou procedimento paga diretamente pelo beneficiário, além da mensalidade, quando o plano prevê esse mecanismo. É um dos mecanismos financeiros de regulação, ao lado da franquia.

Veja também: Franquia · Beneficiário

D

Dado pessoal sensível

Dado pessoal sensível é o dado sobre origem racial ou étnica, religião, opinião política, filiação sindical, saúde, vida sexual, genética ou biometria ligado a uma pessoa. Todo dado de saúde é sensível. Sem consentimento, o tratamento só é permitido nas hipóteses da lei, como o cumprimento de obrigação regulatória e o exercício regular de direitos em contrato.

Norma: Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 5º, II, e art. 11

Veja também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) · Controlador e operador (LGPD)

Demonstrativo de análise de conta

Demonstrativo de análise de conta é o documento do padrão TISS em que a operadora informa ao prestador o resultado da análise de um lote: as guias analisadas, os itens glosados e o código do motivo de cada glosa. É pedido pelo número de protocolo do lote.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Demonstrativo de pagamento · Protocolo de recebimento · Recurso de glosa

Demonstrativo de pagamento

Demonstrativo de pagamento é o documento do padrão TISS em que a operadora informa ao prestador os valores pagos e as datas de pagamento, com retenções de impostos, descontos e outros ajustes codificados. É a base da conciliação conta a conta.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Demonstrativo de análise de conta · Conciliação

Descredenciamento

Descredenciamento é a saída de um prestador da rede de uma operadora. Um hospital só pode ser substituído por outro equivalente, com aviso aos beneficiários e à ANS 30 dias antes. Sem substituto, a redução da rede depende de autorização prévia da ANS.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 17; RN 585/2023 (ANS)

Veja também: Rede credenciada · Operadora de plano de saúde · Prestador de serviços de saúde

Desempatador

Desempatador é o terceiro profissional da junta médica ou odontológica, que decide a divergência técnico-assistencial entre o profissional assistente e a operadora. A operadora indica os nomes, o assistente escolhe um deles e os custos ficam com a operadora.

Norma: RN 424/2017 (ANS)

Veja também: Junta médica · Divergência técnico-assistencial

Diária hospitalar

Diária hospitalar é a cobrança por dia de permanência do paciente internado, que remunera acomodação, hotelaria e cuidados básicos de enfermagem. O que a diária inclui e como é contada, como horário de início, meia diária e tipo de leito, é definido no contrato. No padrão TISS, vai no anexo de outras despesas.

Veja também: Taxas hospitalares · Anexo de outras despesas · Hospital-dia · Prorrogação de internação

Divergência técnico-assistencial

Divergência técnico-assistencial é o desacordo entre o profissional assistente e a operadora sobre o procedimento ou o material indicado, como o tipo de OPME. É resolvida por junta médica ou odontológica. Não cabe junta em urgência e emergência, nem para procedimento fora do Rol e do contrato.

Norma: RN 424/2017 (ANS)

Veja também: Junta médica · Desempatador · OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais)

DNFB (contas não faturadas)

DNFB, do inglês discharged not final billed, é o valor das contas de pacientes que já tiveram alta, mas ainda não foram faturadas. Mede o atraso interno do prestador entre a alta e o envio da conta e afeta diretamente o caixa.

Veja também: Prazo médio de recebimento (PMR) · Conta parcial · Faturamento hospitalar

DRG (Diagnosis Related Groups)

DRG é um sistema que classifica as internações em grupos de pacientes com diagnósticos e consumo de recursos parecidos. Como modelo de pagamento, a operadora paga um valor prefixado por internação, conforme o grupo, e não pelos itens usados. A ANS reconhece o DRG como um dos modelos de remuneração, sem torná-lo obrigatório.

Veja também: Case mix · Modelo de remuneração · Fee for service

DUT (Diretriz de Utilização)

Diretriz de Utilização é o critério clínico, definido pela ANS no Rol de Procedimentos, que diz em quais situações um procedimento listado tem cobertura obrigatória. Se a indicação não cumpre a DUT ou não está documentada no prontuário, a operadora pode negar a autorização.

Norma: RN 465/2021 (ANS), Anexo II

Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · Autorização prévia · Negativa de autorização

E

Elegibilidade

Elegibilidade é a verificação, antes do atendimento, de que o beneficiário está ativo no plano e tem direito à cobertura pedida, sem carência ou restrição pendente. É uma transação do padrão TISS e a primeira barreira contra a glosa administrativa.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Beneficiário · Carência · Glosa administrativa

F

Fator de Qualidade

Fator de Qualidade é o percentual que a ANS aplica sobre o IPCA para definir o reajuste do prestador quando o contrato prevê só a livre negociação e não há acordo em 90 dias. Para hospitais, o índice vai a 115%, 110% ou 105% do IPCA conforme critérios de qualidade, como acreditação, e fica em 100% nos demais casos.

Norma: RN 503/2022 e RN 512/2022 (ANS)

Veja também: Contratualização · RN 503/2022

Faturamento hospitalar

Faturamento hospitalar é a etapa do ciclo da receita que transforma o atendimento registrado em cobrança: reúne os itens consumidos, aplica as tabelas e regras do contrato, gera as guias e envia os lotes à operadora no padrão TISS. É uma parte do ciclo, não o ciclo inteiro.

Veja também: Ciclo da receita hospitalar · Conta hospitalar · Lote de guias

Fee for service

Fee for service é o modelo de remuneração em que o prestador recebe por item ou serviço realizado, como diárias, materiais, exames e procedimentos. É o modelo predominante na saúde suplementar brasileira e o que mais gera auditoria item a item e glosa.

Veja também: Modelo de remuneração · Pacote hospitalar · DRG (Diagnosis Related Groups)

Franquia

Franquia é o valor, previsto no contrato do plano, até o qual a operadora não responde pela cobertura e a despesa fica com o beneficiário. Como a coparticipação, é um mecanismo financeiro de regulação.

Veja também: Coparticipação · Beneficiário

G

Glosa

Glosa é a recusa, total ou parcial, do pagamento de um item ou de uma conta cobrada pelo prestador, decidida pela operadora na análise da conta. Pode ter motivo administrativo, técnico ou de valor, é informada no demonstrativo de análise de conta e pode ser contestada por recurso.

Veja também: Glosa administrativa · Glosa técnica · Glosa inicial · Recurso de glosa · Índice de glosa

Glosa administrativa

Glosa administrativa é a glosa causada por falha de processo, como dado cadastral divergente, falta de autorização ou senha, guia incompleta ou conta enviada fora do prazo. A divisão entre glosa administrativa e técnica é uma convenção do setor, não uma definição da ANS.

Veja também: Glosa técnica · Elegibilidade · Glosa

Glosa final

Glosa final é o valor que continua glosado depois dos recursos. A diferença entre a glosa inicial e a final mostra quanto o prestador recupera: medir só a inicial superestima a perda, e medir só a final esconde o custo do retrabalho.

Veja também: Glosa inicial · Glosa aceita · Taxa de reversão de glosa

Glosa inicial

Glosa inicial é o valor glosado pela operadora na primeira análise da conta, antes de qualquer recurso. Mede quanto da receita entra em disputa.

Veja também: Glosa final · Índice de glosa · Glosa

Glosa linear

Glosa linear é o corte aplicado de forma generalizada, como um percentual sobre a conta ou sobre um grupo de itens, sem análise individual de cada cobrança. Por não indicar o motivo item a item, costuma ser contestada com base no contrato e nas regras de contratualização.

Veja também: Glosa · Contratualização · RN 503/2022

Glosa técnica

Glosa técnica é a glosa por divergência sobre a pertinência clínica do que foi cobrado, como a indicação do procedimento, a quantidade de materiais, o tempo de permanência ou a falta de registro no prontuário que comprove o uso.

Veja também: Glosa administrativa · Auditoria de contas médicas · Prontuário

Guia de solicitação e guia de resumo de internação

A guia de solicitação de internação é usada para pedir à operadora a autorização de uma internação. A guia de resumo de internação é usada, depois da alta ou num fechamento parcial, para cobrar os itens da internação.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Autorização prévia · Conta hospitalar · Prorrogação de internação

H

Home care (atenção domiciliar)

Home care é o atendimento de saúde na casa do paciente. A ANS chama de atenção domiciliar o termo amplo e de internação domiciliar o cuidado em tempo integral, em quadros mais complexos. A atenção domiciliar não é cobertura obrigatória, mas a internação domiciliar oferecida no lugar da hospitalar segue as regras de cobertura de internação.

Norma: RN 465/2021 (ANS); Lei 9.656/1998

Veja também: PAD (Plano de Atenção Domiciliar) · Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde

I

IBS e CBS

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) são os tributos criados pela reforma tributária. O IBS, estadual e municipal, substitui ICMS e ISS; a CBS, federal, substitui PIS e Cofins. Em 2026, ano de teste, as alíquotas são de 0,1% e 0,9%. Os serviços de saúde listados na lei têm redução de 60% nas alíquotas.

Norma: Lei Complementar 214/2025

Veja também: Split payment

Intercâmbio

Intercâmbio é o atendimento de um beneficiário por um prestador credenciado a outra operadora do mesmo sistema, comum entre cooperativas. A conta segue regras próprias de faturamento e de prazo entre a operadora que atende e a de origem do beneficiário.

Veja também: PTU · Operadora de plano de saúde

Interoperabilidade

Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes trocarem dados e entenderem o mesmo significado. Tem uma camada técnica, o formato e o meio, como XML ou FHIR, e uma camada semântica, o significado dos códigos, como os da TUSS. Entre prestador e operadora, o padrão obrigatório é o TISS.

Norma: RN 501/2022 (ANS)

Veja também: Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) · RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)

Índice de glosa

Índice de glosa é o percentual glosado pela operadora num período: valor glosado dividido por uma base, vezes 100. A base muda conforme a fonte, como valor cobrado, valores a receber ou receita bruta de convênios, e por isso índices de fontes diferentes não se comparam. Deve ser acompanhado por operadora, por motivo e separando glosa inicial de glosa final.

Veja também: Glosa inicial · Glosa final · Taxa de reversão de glosa

J

Junta médica

Junta médica é o procedimento da ANS para resolver a divergência técnico-assistencial entre o profissional que indicou o procedimento e a operadora. Um terceiro profissional, o desempatador, decide a questão, em prazos curtos definidos na norma.

Norma: RN 424/2017 (ANS)

Veja também: Desempatador · Divergência técnico-assistencial · Auditoria médica

L

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)

A LGPD é a lei que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Dado de saúde é dado pessoal sensível. No ciclo da receita, prestador e operadora atuam em regra como controladores, e empresas contratadas para tratar os dados atuam como operadoras de dados. Incidentes relevantes devem ser comunicados à ANPD e aos titulares.

Norma: Lei 13.709/2018

Veja também: Dado pessoal sensível · Controlador e operador (LGPD)

Lote de guias

Lote de guias é o conjunto de guias que o prestador envia de uma vez à operadora, num arquivo XML do padrão TISS. Recebe um número de protocolo, usado para acompanhar a análise e o pagamento. Um erro de estrutura no arquivo faz o lote inteiro ser rejeitado.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Protocolo de recebimento · Faturamento hospitalar · Hash (epílogo TISS)

M

Modelo de remuneração

Modelo de remuneração é a forma como a operadora paga o prestador. A TUSS reconhece sete modelos: por procedimento (fee for service), pacote, orçamentação, capitation, DRG, bundle por episódio e bundle por condição clínica. O padrão TISS separa o modelo de remuneração da forma de pagamento.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Fee for service · Pacote hospitalar · Capitation (capitação) · DRG (Diagnosis Related Groups) · Bundle por episódio e por condição clínica · Remuneração baseada em valor

N

Negativa de autorização

Negativa de autorização é a recusa da operadora em cobrir um procedimento, internação ou material pedido. Deve informar o motivo e a cláusula do contrato ou a norma que a justifica, e pode ser reavaliada a pedido do beneficiário. No padrão TISS, a resposta lista todos os itens pedidos, inclusive os não autorizados.

Norma: RN 623/2024 (ANS)

Veja também: Autorização prévia · Ouvidoria (reanálise da negativa) · DUT (Diretriz de Utilização)

NGS2 (Nível de Garantia de Segurança 2)

NGS2 é o nível de segurança mais alto da certificação de sistemas de registro eletrônico em saúde da SBIS com o CFM. Só um sistema que atenda integralmente ao NGS2, com assinatura digital, permite dispensar o prontuário em papel.

Norma: Resolução CFM 1.821/2007

Veja também: Prontuário · Trilha de auditoria

O

Operadora de plano de saúde

Operadora de plano de saúde é a empresa ou entidade registrada na ANS que vende planos e administra a cobertura dos beneficiários, contratando hospitais, clínicas e profissionais para o atendimento. Pode ser medicina de grupo, cooperativa, seguradora, autogestão ou filantropia.

Veja também: Prestador de serviços de saúde · Beneficiário · Contratualização

OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais)

OPME são dispositivos implantáveis ou de uso especial em procedimentos, como próteses, stents, parafusos e placas. Costumam exigir autorização prévia, cotação e registro de rastreabilidade, e estão entre os itens de maior valor e maior risco de glosa na conta.

Veja também: Rastreabilidade de OPME · Autorização prévia · Divergência técnico-assistencial

P

PAD (Plano de Atenção Domiciliar)

PAD é o documento que orienta as ações dos profissionais no cuidado do paciente em atenção domiciliar. Com o prontuário domiciliar, é um dos registros que sustentam a cobrança do home care.

Norma: RDC Anvisa 11/2006

Veja também: Home care (atenção domiciliar) · Prontuário

Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)

O padrão TISS é o padrão obrigatório da ANS para a troca eletrônica de informações entre operadoras e prestadores, com guias, lotes, demonstrativos e recursos de glosa. Tem cinco componentes: organizacional; conteúdo e estrutura; representação de conceitos em saúde (a TUSS); segurança e privacidade; e comunicação.

Norma: RN 501/2022 (ANS)

Veja também: TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) · Componente Organizacional (TISS) · Webservice TISS · Interoperabilidade

PAR, FormRol e Cosaúde

PAR é a proposta de atualização do Rol, o pedido de inclusão, alteração ou exclusão de um procedimento. É enviada pelo FormRol, o sistema da ANS para esse fim, e discutida na Cosaúde, a comissão de atualização do Rol.

Norma: RN 555/2022 (ANS)

Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · RN 555/2022

Pay for performance (pagamento por desempenho)

Pay for performance é o modelo em que parte da remuneração do prestador depende de metas de qualidade, eficiência ou desfecho. Em geral, vem combinado com outro modelo, como fee for service com bônus.

Veja também: Remuneração baseada em valor · Modelo de remuneração

Perda de receita hospitalar

Perda de receita hospitalar é o valor que o prestador produz e não recebe, ou recebe tarde. Tem cinco origens principais: glosa, item usado e não cobrado, conta parada entre a alta e o envio, desconto aceito em acordo e atraso no pagamento. A perda definitiva aparece no resultado; a perda de tempo aparece no caixa.

Veja também: Glosa final · DNFB (contas não faturadas) · Prazo médio de recebimento (PMR)

Prazo médio de recebimento (PMR)

Prazo médio de recebimento é o número médio de dias que o prestador leva para receber das operadoras. A forma mais comum de cálculo é o saldo de contas a receber de convênios dividido pela receita de convênios do período, vezes os dias do período. A ABCICLO propõe contar a partir do recebimento do lote, data que os dois lados registram.

Veja também: Contas a receber · Índice de recebimento · Aging de contas a receber

Prazos máximos de atendimento

Prazos máximos de atendimento são os limites que a operadora deve garantir para o beneficiário ser atendido, contados da demanda até a realização. Exemplos: consulta básica em 7 dias úteis, demais especialidades em 14, internação eletiva em 21 e urgência e emergência de imediato. Sem prestador disponível, a operadora deve garantir o atendimento fora da rede ou reembolsar o beneficiário.

Norma: RN 566/2022 (ANS)

Veja também: RN 566/2022 · Hospital-dia · Urgência e emergência

Prestador de serviços de saúde

Prestador é o hospital, a clínica, o laboratório ou o profissional que atende o beneficiário e cobra a operadora pelo atendimento. A relação entre prestador e operadora deve ser regida por contrato escrito.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 17-A; RN 503/2022 (ANS)

Veja também: Operadora de plano de saúde · Contratualização · Rede credenciada

Pré-auditoria

Pré-auditoria é a revisão que o próprio prestador faz na conta antes de enviá-la, para corrigir o que viraria glosa. Para cobrir todas as contas sem atrasar o envio, combina regras automáticas em todas com revisão humana nas sinalizadas.

Veja também: Auditoria retrospectiva · Glosa administrativa

Prontuário

Prontuário é o documento, em papel ou eletrônico, com os registros da assistência ao paciente: identificação, anamnese, exame físico, diagnóstico, tratamento e evolução, com data, hora e assinatura. A guarda mínima é de 20 anos depois do último registro. Para o ciclo da receita, é a prova de cada item da conta.

Norma: Resolução CFM 1.638/2002; Lei 13.787/2018

Veja também: CDI (documentação clínica para faturamento) · NGS2 (Nível de Garantia de Segurança 2) · Auditoria de enfermagem

Prorrogação de internação

Prorrogação de internação é o pedido de autorização à operadora para estender uma internação além dos dias autorizados, com justificativa clínica. Diárias sem prorrogação autorizada são uma causa frequente de glosa.

Veja também: Diária hospitalar · Autorização prévia · Auditoria concorrente

Protocolo de recebimento

Protocolo de recebimento é o número que a operadora gera ao receber um lote ou um recurso de glosa no padrão TISS. Comprova o recebimento, não a análise: o resultado de cada guia chega depois, no demonstrativo de análise de conta.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Lote de guias · Demonstrativo de análise de conta · Recurso de glosa

Provisão para devedores duvidosos (PDD)

Provisão para devedores duvidosos é o valor que o prestador reserva no balanço para contas a receber que provavelmente não serão pagas. Pelas normas contábeis, deve refletir as perdas de crédito esperadas.

Norma: CPC 48

Veja também: Contas a receber · Inadimplência

PTU

PTU é o padrão de troca eletrônica entre as cooperativas do Sistema Unimed, usado no intercâmbio para autorizar e cobrar atendimentos entre a cooperativa que atende e a de origem. É regra do sistema de cooperativas, não norma da ANS: o prestador cobra a cooperativa com quem tem contrato no padrão TISS.

Veja também: Intercâmbio · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)

R

Rastreabilidade de OPME

Rastreabilidade de OPME é a capacidade de identificar cada órtese, prótese ou material especial usado no paciente, com lote e dados do fabricante, do fornecedor até o prontuário. Sem ela, o item fica sem prova de uso e vira risco de glosa.

Veja também: OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) · Prontuário

Recurso de glosa

Recurso de glosa é a contestação formal, pelo prestador, de um valor glosado, com justificativa e documentos que provem a cobrança. No padrão TISS, é troca eletrônica obrigatória. O prazo vem do contrato, e a operadora não pode impedir a contestação nem negar acesso às justificativas da glosa.

Norma: Padrão TISS; RN 503/2022 (ANS)

Veja também: Glosa · Contra-auditoria · Taxa de reversão de glosa · Protocolo de recebimento

Rede credenciada

Rede credenciada é o conjunto de hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais contratados pela operadora para atender os beneficiários, diferente da rede própria. A troca de um hospital da rede exige prestador equivalente e aviso de 30 dias aos beneficiários e à ANS.

Norma: Lei 9.656/1998, art. 17

Veja também: Descredenciamento · Verticalização · Prestador de serviços de saúde

RN 503/2022

A RN 503/2022 é a resolução da ANS que define as regras dos contratos escritos entre operadoras e prestadores. Exige que o contrato traga, entre outros pontos, as rotinas de auditoria, as hipóteses de glosa, os prazos de contestação e de resposta e os procedimentos que dependem de autorização.

Norma: RN 503/2022 (ANS)

Veja também: Contratualização · Fator de Qualidade · Recurso de glosa

RN 555/2022

A RN 555/2022 é a resolução da ANS que define o rito de atualização do Rol de Procedimentos: propostas enviadas pelo FormRol, discussão na Cosaúde e decisão da Diretoria Colegiada. A lei fixa o prazo de análise em 180 dias, prorrogáveis por 90, e em 120 dias, prorrogáveis por 60, para antineoplásicos orais.

Norma: RN 555/2022 (ANS); Lei 9.656/1998

Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · PAR, FormRol e Cosaúde

RN 566/2022

A RN 566/2022 é a resolução da ANS que fixa os prazos máximos de atendimento que a operadora deve garantir ao beneficiário, de atendimento imediato em urgência e emergência a 21 dias úteis para alta complexidade e internação eletiva.

Norma: RN 566/2022 (ANS)

Veja também: Prazos máximos de atendimento · Hospital-dia

Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a lista da ANS com a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Desde a Lei 14.454/2022, procedimentos fora do Rol podem ter cobertura quando atendem aos critérios legais. Em setembro de 2025, o STF fixou cinco requisitos cumulativos para essa cobertura excepcional.

Norma: RN 465/2021 (ANS); Lei 14.454/2022; STF, ADI 7265

Veja também: DUT (Diretriz de Utilização) · RN 555/2022 · PAR, FormRol e Cosaúde

S

Senha de autorização

Senha de autorização é o código que a operadora emite ao aprovar um procedimento, exame ou internação, e que deve constar na guia de cobrança. A validade é definida em contrato, e procedimento feito com senha vencida é causa comum de glosa.

Veja também: Autorização prévia · Glosa administrativa

SLA (acordo de nível de serviço)

SLA, do inglês service level agreement, é a cláusula de contrato que fixa os níveis de serviço a cumprir, com indicador, fórmula, meta, prazo e consequência. Em contratos do ciclo da receita, metas como glosa inicial ou prazo de resposta precisam ter fórmula e base de cálculo escritas.

Veja também: Contratualização · Índice de glosa

Split payment

Split payment é o recolhimento do IBS e da CBS no momento do pagamento: parte do valor é separada e destinada ao tributo na liquidação financeira. O valor pago pela operadora pode chegar ao prestador já sem o tributo, o que exige ajustar a conciliação.

Norma: Lei Complementar 214/2025

Veja também: IBS e CBS · Conciliação

T

Taxa de reversão de glosa

Taxa de reversão de glosa é o percentual do valor recursado que a operadora aceitou pagar depois do recurso: valor revertido dividido pelo valor recursado, contando só as glosas com prazo de recurso encerrado. Mostra a eficácia dos recursos.

Veja também: Recurso de glosa · Glosa final · Índice de glosa

Trilha de auditoria

Trilha de auditoria é o registro, no sistema, de quem incluiu, alterou ou excluiu cada item da conta, quando e por quê. Mostra a origem de cada lançamento numa divergência e atende ao registro das operações de tratamento de dados exigido pela LGPD.

Norma: Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 37

Veja também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) · NGS2 (Nível de Garantia de Segurança 2)

TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)

A TUSS é a terminologia do padrão TISS que padroniza códigos e nomes de procedimentos, materiais, medicamentos, diárias, taxas e mensagens, inclusive os motivos de glosa. Os termos não têm preço: o valor vem do contrato.

Norma: Padrão TISS (ANS)

Veja também: Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · Brasíndice · Simpro

U

Urgência e emergência

Na saúde suplementar, emergência é a situação com risco imediato de morte ou de lesão irreparável, e urgência é a que resulta de acidente pessoal ou de complicação na gestação. A carência máxima para esses atendimentos é de 24 horas.

Norma: Lei 9.656/1998, arts. 12 e 35-C

Veja também: Carência · Prazos máximos de atendimento

V

Verticalização

Verticalização é o movimento em que a operadora passa a ser dona dos hospitais, clínicas e laboratórios que antes contratava, formando rede própria. Muda a relação com a rede credenciada e o peso de cada prestador na negociação.

Veja também: Rede credenciada · Operadora de plano de saúde

Via de acesso

Via de acesso é o caminho cirúrgico usado para fazer um procedimento: via única, mesma via ou vias diferentes. A via define o percentual pago pelo segundo procedimento feito no mesmo ato e tem código próprio na TUSS.

Veja também: Honorário médico · Grau de participação

W

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre TISS e TUSS?

O TISS é o padrão da ANS para a troca eletrônica de informações entre operadoras e prestadores: define guias, mensagens, segurança e comunicação. A TUSS é a terminologia que faz parte do TISS e padroniza os códigos usados nessas mensagens.

Qual a diferença entre ciclo da receita e faturamento hospitalar?

O faturamento é uma etapa do ciclo da receita. O ciclo começa antes do atendimento, na elegibilidade e na autorização, e termina na conciliação do pagamento e no tratamento das glosas. Tratar os dois como sinônimos esconde as perdas que nascem antes do faturamento.

Glosa administrativa e glosa técnica são definidas pela ANS?

Não. A divisão entre glosa administrativa e técnica é uma convenção do setor. As normas da ANS tratam da glosa no contrato e no padrão TISS, que codifica os motivos de glosa, mas não definem essas duas categorias.

Quem aprova e atualiza este glossário?

O Comitê de Padrões e Interoperabilidade da ABCICLO, com coordenação de um prestador e de uma operadora. O glossário é revisado sempre que uma norma muda um termo ou um prazo, e a data da última atualização fica no topo da página.

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