A
Aging de contas a receber
Aging de contas a receber é a distribuição do saldo a receber das operadoras por tempo em aberto, em faixas como até 30, de 31 a 60, de 61 a 90 e mais de 90 dias. Mostra, por operadora, quanto do recebível está atrasado e onde concentrar a cobrança.
Veja também: Contas a receber · Prazo médio de recebimento (PMR) · Inadimplência
Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados)
A Anahp é a associação que reúne hospitais privados no Brasil. Publica todo ano o Observatório Anahp, com indicadores assistenciais e econômico-financeiros dos associados, e uma versão trimestral, o Balanço Observatório Anahp. É a principal referência pública de glosa e prazo de recebimento dos hospitais.
Veja também: Glosa inicial · Glosa final · Prazo médio de recebimento (PMR)
Anexo de outras despesas
Anexo de outras despesas é o anexo do padrão TISS em que o prestador cobra itens como medicamentos, materiais, gases medicinais, OPME, taxas, aluguéis e diárias. Não tem numeração própria: vai ligado à guia SP/SADT ou à guia de resumo de internação, e cada item leva o código de despesa da TUSS.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Diária hospitalar · Taxas hospitalares · Guia SP/SADT · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Anexo de quimioterapia
Anexo de quimioterapia é o anexo do padrão TISS usado para pedir à operadora a autorização de um tratamento quimioterápico. O pedido segue em anexo próprio, como acontece também com OPME e radioterapia.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Autorização prévia · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
A ANS é a agência reguladora federal, vinculada ao Ministério da Saúde, que regula e fiscaliza os planos de saúde no Brasil. Suas resoluções normativas definem, entre outros temas, a cobertura obrigatória, os prazos de atendimento, o padrão TISS e as regras dos contratos entre operadoras e prestadores.
Norma: Lei 9.961/2000
Veja também: Operadora de plano de saúde · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · Contratualização
Auditoria concorrente
Auditoria concorrente é a análise da conta e do prontuário feita durante a internação, com o paciente ainda no hospital. Permite corrigir registros, pedir prorrogações e resolver divergências com a operadora antes de fechar a conta.
Veja também: Auditoria prospectiva · Auditoria retrospectiva · CDI (documentação clínica para faturamento)
Auditoria de contas médicas
Auditoria de contas médicas é a verificação técnica e administrativa das contas de atendimento: compara o que foi cobrado com o que foi autorizado, registrado no prontuário e previsto em contrato. Pode ser feita pelo prestador, antes do envio, ou pela operadora, ao analisar a conta.
Veja também: Auditoria médica · Auditoria de enfermagem · Glosa · Recurso de glosa
Auditoria de enfermagem
Auditoria de enfermagem é a análise, feita por enfermeiro, dos registros de enfermagem no prontuário e dos itens da conta que dependem deles. Dentro da equipe de enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro.
Norma: Lei 7.498/1986, art. 11, I, h; Resolução Cofen 720/2023
Veja também: Contra-auditoria · Auditoria de contas médicas · Prontuário
Auditoria médica
Auditoria médica é a análise, feita por médico, da indicação, da execução e do registro dos procedimentos cobrados numa conta, a serviço do prestador ou da operadora. É ato privativo de médico. As normas éticas da atividade foram atualizadas pelo CFM em 2025, e parte dos artigos da nova resolução foi suspensa por decisão judicial em 2026.
Norma: Lei 12.842/2013, art. 5º, II; Resolução CFM 2.448/2025
Veja também: Auditoria de contas médicas · Junta médica · Divergência técnico-assistencial
Auditoria prospectiva
Auditoria prospectiva é a análise feita antes do atendimento, em geral na autorização, para confirmar cobertura, indicação e documentação do procedimento pedido. Evita que um procedimento seja feito sem respaldo e glosado depois.
Veja também: Autorização prévia · Auditoria concorrente
Auditoria retrospectiva
Auditoria retrospectiva é a análise da conta feita depois da alta, antes ou depois do envio à operadora. É a forma mais comum, mas a que menos consegue corrigir falhas de registro, porque o atendimento já terminou.
Veja também: Auditoria concorrente · Glosa
Autorização prévia
Autorização prévia é a aprovação que a operadora dá antes de um procedimento, exame ou internação, quando o contrato ou a regulação exigem essa análise. Fica registrada com uma senha, e a negativa precisa ser justificada e informada no padrão TISS.
Veja também: Senha de autorização · Elegibilidade · Negativa de autorização
C
Capitation (capitação)
Capitation é o modelo de remuneração em que a operadora paga ao prestador um valor fixo por beneficiário, num período, por um conjunto de serviços, qualquer que seja o uso. Se o grupo usar mais do que o previsto, o custo fica com o prestador.
Veja também: Modelo de remuneração · Fee for service
Carência
Carência é o período, contado da contratação do plano, em que o beneficiário ainda não tem direito a certas coberturas. Os prazos máximos são de 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto a termo e 180 dias para os demais casos.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 12, V
Veja também: Cobertura Parcial Temporária (CPT) · Urgência e emergência
Case mix
Case mix é o perfil de complexidade dos pacientes atendidos por um hospital. No DRG, o índice de case mix é a média dos pesos dos grupos das altas de um período: quanto maior, mais complexos os casos. Permite comparar custo e permanência entre hospitais de perfis diferentes.
Veja também: DRG (Diagnosis Related Groups) · Modelo de remuneração
CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos)
A CBHPM é a classificação de procedimentos médicos editada pela Associação Médica Brasileira (AMB), que agrupa os procedimentos em portes para valorar os honorários. O uso na cobrança depende do contrato com cada operadora, que pode adotar outra tabela ou outra edição.
Veja também: Porte · Honorário médico · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
CDI (documentação clínica para faturamento)
CDI, do inglês clinical documentation integrity, é a revisão dos registros clínicos durante a internação para que o prontuário mostre o que foi feito, por que e por quem. Reduz a glosa por registro incompleto, como evolução ausente ou falta de assinatura.
Veja também: Prontuário · Auditoria concorrente
Ciclo da receita hospitalar
Ciclo da receita hospitalar é o conjunto de etapas administrativas, assistenciais e financeiras que vai do agendamento e da autorização até o recebimento e a conciliação do valor pago pela operadora. Passa por elegibilidade, registro, faturamento, auditoria, glosa, recurso e cobrança.
Veja também: Faturamento hospitalar · RCM (Revenue Cycle Management) · Conciliação
CID (Classificação Internacional de Doenças)
A CID é a classificação da Organização Mundial da Saúde que dá códigos padronizados a doenças, sintomas e condições de saúde. Nas guias, o código CID justifica clinicamente o atendimento e é conferido pela operadora na análise da conta.
Veja também: Guia SP/SADT · Glosa técnica
CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos)
A CMED é o órgão interministerial que regula os preços de medicamentos no Brasil, com secretaria executiva exercida pela Anvisa. Publica listas com o preço máximo de cada apresentação, usadas como teto e referência na cobrança de medicamentos.
Norma: Lei 10.742/2003
Veja também: Brasíndice · Simpro · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Cobertura Parcial Temporária (CPT)
Cobertura Parcial Temporária é a suspensão, por até 24 meses, da cobertura de cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade ligados a doença ou lesão preexistente declarada na contratação do plano.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 11; RN 558/2022 (ANS)
Veja também: Carência · Beneficiário
Comitê de glosas
Comitê de glosas é a reunião periódica, em geral mensal, em que faturamento, auditoria, assistência e recepção analisam as glosas por motivo e origem e definem ações com responsável e prazo. Não confundir com o Comitê de Auditoria, Glosas e Recurso da ABCICLO, que trata do tema entre prestadores e operadoras.
Veja também: Glosa · Taxa de reversão de glosa
Componente Organizacional (TISS)
O Componente Organizacional é a parte do padrão TISS que define as regras operacionais da troca de informações: quais transações são eletrônicas obrigatórias, as guias e anexos, os demonstrativos e o uso das tabelas da TUSS. Tem versão própria, publicada pela ANS.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Conciliação
Conciliação é a comparação, conta a conta, entre o que o prestador cobrou, o que a operadora informou no demonstrativo de pagamento e o que de fato entrou no caixa. Mostra pagamentos a menor, glosas não informadas e valores pendentes.
Veja também: Demonstrativo de pagamento · Aging de contas a receber · Glosa
Conta hospitalar
Conta hospitalar é a cobrança de um atendimento, com diárias, taxas, materiais, medicamentos, OPME, exames e honorários. É enviada à operadora em guias e lotes no padrão TISS.
Veja também: Conta parcial · Faturamento hospitalar · Lote de guias
Conta parcial
Conta parcial é a cobrança de parte de uma internação ainda em andamento, usada em internações longas para não acumular meses sem faturar. A periodicidade e as regras de envio dependem do contrato com a operadora.
Veja também: Conta hospitalar · DNFB (contas não faturadas)
Contas a receber
Contas a receber é o saldo que o prestador tem a receber das operadoras e dos pacientes por atendimentos já faturados. Dentro desse saldo, glosa inicial, glosa final e perda definitiva são números diferentes e devem ser acompanhados em separado.
Veja também: Aging de contas a receber · Provisão para devedores duvidosos (PDD) · Glosa inicial
Contra-auditoria
Contra-auditoria é a revisão, feita pelo auditor do prestador, da glosa ou do parecer do auditor da operadora, com base no prontuário e no contrato. Sustenta o recurso de glosa e a negociação técnica. Na enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro.
Norma: Resolução Cofen 720/2023
Veja também: Recurso de glosa · Auditoria de contas médicas · Auditoria de enfermagem
Contratualização
Contratualização é a formalização, por contrato escrito, da relação entre operadora e prestador: serviços, valores, reajuste, prazos de faturamento e pagamento, rotinas de auditoria e hipóteses de glosa. O contrato escrito é obrigatório, e a ANS define o conteúdo mínimo.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 17-A (incluído pela Lei 13.003/2014); RN 503/2022 (ANS)
Veja também: RN 503/2022 · Fator de Qualidade · Prestador de serviços de saúde
Controlador e operador (LGPD)
Controlador é quem decide sobre o tratamento de dados pessoais, e operador é quem trata os dados em nome do controlador. No ciclo da receita, prestador e operadora atuam em regra como controladores, e uma empresa contratada para o faturamento atua como operadora de dados, com responsabilidade solidária se descumprir a lei ou as instruções recebidas.
Norma: Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 5º, VI e VII, e art. 42
Veja também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) · Dado pessoal sensível
Coparticipação
Coparticipação é a parte do valor de uma consulta ou procedimento paga diretamente pelo beneficiário, além da mensalidade, quando o plano prevê esse mecanismo. É um dos mecanismos financeiros de regulação, ao lado da franquia.
Veja também: Franquia · Beneficiário
D
Dado pessoal sensível
Dado pessoal sensível é o dado sobre origem racial ou étnica, religião, opinião política, filiação sindical, saúde, vida sexual, genética ou biometria ligado a uma pessoa. Todo dado de saúde é sensível. Sem consentimento, o tratamento só é permitido nas hipóteses da lei, como o cumprimento de obrigação regulatória e o exercício regular de direitos em contrato.
Norma: Lei 13.709/2018 (LGPD), art. 5º, II, e art. 11
Veja também: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) · Controlador e operador (LGPD)
Demonstrativo de análise de conta
Demonstrativo de análise de conta é o documento do padrão TISS em que a operadora informa ao prestador o resultado da análise de um lote: as guias analisadas, os itens glosados e o código do motivo de cada glosa. É pedido pelo número de protocolo do lote.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Demonstrativo de pagamento · Protocolo de recebimento · Recurso de glosa
Demonstrativo de pagamento
Demonstrativo de pagamento é o documento do padrão TISS em que a operadora informa ao prestador os valores pagos e as datas de pagamento, com retenções de impostos, descontos e outros ajustes codificados. É a base da conciliação conta a conta.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Demonstrativo de análise de conta · Conciliação
Descredenciamento
Descredenciamento é a saída de um prestador da rede de uma operadora. Um hospital só pode ser substituído por outro equivalente, com aviso aos beneficiários e à ANS 30 dias antes. Sem substituto, a redução da rede depende de autorização prévia da ANS.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 17; RN 585/2023 (ANS)
Veja também: Rede credenciada · Operadora de plano de saúde · Prestador de serviços de saúde
Desempatador
Desempatador é o terceiro profissional da junta médica ou odontológica, que decide a divergência técnico-assistencial entre o profissional assistente e a operadora. A operadora indica os nomes, o assistente escolhe um deles e os custos ficam com a operadora.
Norma: RN 424/2017 (ANS)
Veja também: Junta médica · Divergência técnico-assistencial
Diária hospitalar
Diária hospitalar é a cobrança por dia de permanência do paciente internado, que remunera acomodação, hotelaria e cuidados básicos de enfermagem. O que a diária inclui e como é contada, como horário de início, meia diária e tipo de leito, é definido no contrato. No padrão TISS, vai no anexo de outras despesas.
Veja também: Taxas hospitalares · Anexo de outras despesas · Hospital-dia · Prorrogação de internação
DIOPS (Documento de Informações Periódicas das Operadoras)
O DIOPS é o documento que as operadoras enviam periodicamente à ANS com suas informações econômico-financeiras. É a base dos dados de receita, despesa, sinistralidade e resultado das operadoras que a ANS consolida e divulga.
Veja também: Sinistralidade · Operadora de plano de saúde · ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
Divergência técnico-assistencial
Divergência técnico-assistencial é o desacordo entre o profissional assistente e a operadora sobre o procedimento ou o material indicado, como o tipo de OPME. É resolvida por junta médica ou odontológica. Não cabe junta em urgência e emergência, nem para procedimento fora do Rol e do contrato.
Norma: RN 424/2017 (ANS)
Veja também: Junta médica · Desempatador · OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais)
DNFB (contas não faturadas)
DNFB, do inglês discharged not final billed, é o valor das contas de pacientes que já tiveram alta, mas ainda não foram faturadas. Mede o atraso interno do prestador entre a alta e o envio da conta e afeta diretamente o caixa.
Veja também: Prazo médio de recebimento (PMR) · Conta parcial · Faturamento hospitalar
DRG (Diagnosis Related Groups)
DRG é um sistema que classifica as internações em grupos de pacientes com diagnósticos e consumo de recursos parecidos. Como modelo de pagamento, a operadora paga um valor prefixado por internação, conforme o grupo, e não pelos itens usados. A ANS reconhece o DRG como um dos modelos de remuneração, sem torná-lo obrigatório.
Veja também: Case mix · Modelo de remuneração · Fee for service
DUT (Diretriz de Utilização)
Diretriz de Utilização é o critério clínico, definido pela ANS no Rol de Procedimentos, que diz em quais situações um procedimento listado tem cobertura obrigatória. Se a indicação não cumpre a DUT ou não está documentada no prontuário, a operadora pode negar a autorização.
Norma: RN 465/2021 (ANS), Anexo II
Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · Autorização prévia · Negativa de autorização
F
Fator de Qualidade
Fator de Qualidade é o percentual que a ANS aplica sobre o IPCA para definir o reajuste do prestador quando o contrato prevê só a livre negociação e não há acordo em 90 dias. Para hospitais, o índice vai a 115%, 110% ou 105% do IPCA conforme critérios de qualidade, como acreditação, e fica em 100% nos demais casos.
Norma: RN 503/2022 e RN 512/2022 (ANS)
Veja também: Contratualização · RN 503/2022
Faturamento hospitalar
Faturamento hospitalar é a etapa do ciclo da receita que transforma o atendimento registrado em cobrança: reúne os itens consumidos, aplica as tabelas e regras do contrato, gera as guias e envia os lotes à operadora no padrão TISS. É uma parte do ciclo, não o ciclo inteiro.
Veja também: Ciclo da receita hospitalar · Conta hospitalar · Lote de guias
Fee for service
Fee for service é o modelo de remuneração em que o prestador recebe por item ou serviço realizado, como diárias, materiais, exames e procedimentos. É o modelo predominante na saúde suplementar brasileira e o que mais gera auditoria item a item e glosa.
Veja também: Modelo de remuneração · Pacote hospitalar · DRG (Diagnosis Related Groups)
FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources)
FHIR é o padrão técnico da HL7 International para troca de dados de saúde por meio de recursos e APIs, inclusive dados clínicos. É usado pela RNDS. A ANS publicou um guia de implementação em FHIR como prova de conceito, que não substitui o XML do padrão TISS.
Veja também: Interoperabilidade · RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
Franquia
Franquia é o valor, previsto no contrato do plano, até o qual a operadora não responde pela cobertura e a despesa fica com o beneficiário. Como a coparticipação, é um mecanismo financeiro de regulação.
Veja também: Coparticipação · Beneficiário
G
Glosa
Glosa é a recusa, total ou parcial, do pagamento de um item ou de uma conta cobrada pelo prestador, decidida pela operadora na análise da conta. Pode ter motivo administrativo, técnico ou de valor, é informada no demonstrativo de análise de conta e pode ser contestada por recurso.
Veja também: Glosa administrativa · Glosa técnica · Glosa inicial · Recurso de glosa · Índice de glosa
Glosa aceita
Glosa aceita é o valor glosado que o prestador deixa de contestar ou não consegue reverter e registra como perda. A Anahp mede a glosa aceita dos hospitais associados sobre a receita bruta de convênios. Não inclui descontos aceitos em acordos para receber faturas.
Veja também: Glosa final · Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) · Índice de glosa
Glosa administrativa
Glosa administrativa é a glosa causada por falha de processo, como dado cadastral divergente, falta de autorização ou senha, guia incompleta ou conta enviada fora do prazo. A divisão entre glosa administrativa e técnica é uma convenção do setor, não uma definição da ANS.
Veja também: Glosa técnica · Elegibilidade · Glosa
Glosa final
Glosa final é o valor que continua glosado depois dos recursos. A diferença entre a glosa inicial e a final mostra quanto o prestador recupera: medir só a inicial superestima a perda, e medir só a final esconde o custo do retrabalho.
Veja também: Glosa inicial · Glosa aceita · Taxa de reversão de glosa
Glosa inicial
Glosa inicial é o valor glosado pela operadora na primeira análise da conta, antes de qualquer recurso. Mede quanto da receita entra em disputa.
Veja também: Glosa final · Índice de glosa · Glosa
Glosa linear
Glosa linear é o corte aplicado de forma generalizada, como um percentual sobre a conta ou sobre um grupo de itens, sem análise individual de cada cobrança. Por não indicar o motivo item a item, costuma ser contestada com base no contrato e nas regras de contratualização.
Veja também: Glosa · Contratualização · RN 503/2022
Glosa técnica
Glosa técnica é a glosa por divergência sobre a pertinência clínica do que foi cobrado, como a indicação do procedimento, a quantidade de materiais, o tempo de permanência ou a falta de registro no prontuário que comprove o uso.
Veja também: Glosa administrativa · Auditoria de contas médicas · Prontuário
Grau de participação
Grau de participação é o código que identifica a função de cada profissional num procedimento, como cirurgião, auxiliar ou anestesista. Está em tabela própria da TUSS e é usado para calcular e conferir os honorários.
Veja também: Honorário médico · Via de acesso · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Guia de consulta
Guia de consulta é a guia do padrão TISS usada para cobrar consulta eletiva. Exames, terapias e procedimentos vão na guia SP/SADT.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Guia SP/SADT · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
Guia de honorários
Guia de honorários é a guia do padrão TISS usada para cobrar os honorários dos profissionais que participaram de uma internação, como cirurgião, auxiliares e anestesista, quando cobrados à parte da conta hospitalar.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Honorário médico · Guia de solicitação e guia de resumo de internação
Guia de solicitação e guia de resumo de internação
A guia de solicitação de internação é usada para pedir à operadora a autorização de uma internação. A guia de resumo de internação é usada, depois da alta ou num fechamento parcial, para cobrar os itens da internação.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Autorização prévia · Conta hospitalar · Prorrogação de internação
Guia SP/SADT
Guia SP/SADT (Serviço Profissional e Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia) é a guia do padrão TISS usada para pedir e cobrar exames, terapias e procedimentos ambulatoriais, inclusive em pronto-socorro.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Guia de consulta · Anexo de outras despesas · CID (Classificação Internacional de Doenças)
I
IBS e CBS
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) são os tributos criados pela reforma tributária. O IBS, estadual e municipal, substitui ICMS e ISS; a CBS, federal, substitui PIS e Cofins. Em 2026, ano de teste, as alíquotas são de 0,1% e 0,9%. Os serviços de saúde listados na lei têm redução de 60% nas alíquotas.
Norma: Lei Complementar 214/2025
Veja também: Split payment
IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar)
O IDSS é a nota anual, de 0 a 1, que a ANS dá a cada operadora em quatro dimensões: qualidade em atenção à saúde, garantia de acesso, sustentabilidade no mercado e gestão de processos e regulação. É o resultado do Programa de Qualificação de Operadoras.
Norma: RN 505/2022 (ANS)
Veja também: IGR (Índice Geral de Reclamações) · Operadora de plano de saúde · ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
IGR (Índice Geral de Reclamações)
O IGR é o indicador da ANS que mede as reclamações contra uma operadora, calculado pelo número de reclamações por 100 mil beneficiários. Entra no IDSS e ajuda a conhecer a operadora com quem se negocia.
Veja também: NIP (Notificação de Intermediação Preliminar) · IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar)
Inadimplência
Inadimplência, no ciclo da receita, é o valor de faturas vencidas e não pagas pelas operadoras. A Anahp mede o indicador pelas faturas em aberto há mais de 90 dias sobre a média do faturamento mensal. Não é perda definitiva: parte desse valor ainda será recebida.
Veja também: Aging de contas a receber · Contas a receber · Provisão para devedores duvidosos (PDD)
Intercâmbio
Intercâmbio é o atendimento de um beneficiário por um prestador credenciado a outra operadora do mesmo sistema, comum entre cooperativas. A conta segue regras próprias de faturamento e de prazo entre a operadora que atende e a de origem do beneficiário.
Veja também: PTU · Operadora de plano de saúde
Interoperabilidade
Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes trocarem dados e entenderem o mesmo significado. Tem uma camada técnica, o formato e o meio, como XML ou FHIR, e uma camada semântica, o significado dos códigos, como os da TUSS. Entre prestador e operadora, o padrão obrigatório é o TISS.
Norma: RN 501/2022 (ANS)
Veja também: Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) · FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) · RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Índice de glosa
Índice de glosa é o percentual glosado pela operadora num período: valor glosado dividido por uma base, vezes 100. A base muda conforme a fonte, como valor cobrado, valores a receber ou receita bruta de convênios, e por isso índices de fontes diferentes não se comparam. Deve ser acompanhado por operadora, por motivo e separando glosa inicial de glosa final.
Veja também: Glosa inicial · Glosa final · Taxa de reversão de glosa
Índice de recebimento
Índice de recebimento é o percentual do valor cobrado das operadoras que foi de fato recebido num período. Complementa o índice de glosa e o prazo médio de recebimento na leitura da saúde do caixa.
Veja também: Prazo médio de recebimento (PMR) · Índice de glosa · Inadimplência
P
Pacote hospitalar
Pacote hospitalar é o valor fechado, acordado entre prestador e operadora, que paga um procedimento ou uma internação com itens definidos de antemão. O contrato precisa listar o que está incluído e excluído e como cobrar complicações, para evitar cobrança em dobro ou prejuízo.
Veja também: Modelo de remuneração · Fee for service · Bundle por episódio e por condição clínica
PAD (Plano de Atenção Domiciliar)
PAD é o documento que orienta as ações dos profissionais no cuidado do paciente em atenção domiciliar. Com o prontuário domiciliar, é um dos registros que sustentam a cobrança do home care.
Norma: RDC Anvisa 11/2006
Veja também: Home care (atenção domiciliar) · Prontuário
Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
O padrão TISS é o padrão obrigatório da ANS para a troca eletrônica de informações entre operadoras e prestadores, com guias, lotes, demonstrativos e recursos de glosa. Tem cinco componentes: organizacional; conteúdo e estrutura; representação de conceitos em saúde (a TUSS); segurança e privacidade; e comunicação.
Norma: RN 501/2022 (ANS)
Veja também: TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) · Componente Organizacional (TISS) · Webservice TISS · Interoperabilidade
PAR, FormRol e Cosaúde
PAR é a proposta de atualização do Rol, o pedido de inclusão, alteração ou exclusão de um procedimento. É enviada pelo FormRol, o sistema da ANS para esse fim, e discutida na Cosaúde, a comissão de atualização do Rol.
Norma: RN 555/2022 (ANS)
Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · RN 555/2022
Pay for performance (pagamento por desempenho)
Pay for performance é o modelo em que parte da remuneração do prestador depende de metas de qualidade, eficiência ou desfecho. Em geral, vem combinado com outro modelo, como fee for service com bônus.
Veja também: Remuneração baseada em valor · Modelo de remuneração
Perda de receita hospitalar
Perda de receita hospitalar é o valor que o prestador produz e não recebe, ou recebe tarde. Tem cinco origens principais: glosa, item usado e não cobrado, conta parada entre a alta e o envio, desconto aceito em acordo e atraso no pagamento. A perda definitiva aparece no resultado; a perda de tempo aparece no caixa.
Veja também: Glosa final · DNFB (contas não faturadas) · Prazo médio de recebimento (PMR)
Porte
Porte é a classificação de complexidade que a CBHPM dá a cada procedimento médico e que define o valor de referência do honorário. Há também o porte anestésico, que define a remuneração do anestesista.
Veja também: CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) · Honorário médico
Prazo médio de recebimento (PMR)
Prazo médio de recebimento é o número médio de dias que o prestador leva para receber das operadoras. A forma mais comum de cálculo é o saldo de contas a receber de convênios dividido pela receita de convênios do período, vezes os dias do período. A ABCICLO propõe contar a partir do recebimento do lote, data que os dois lados registram.
Veja também: Contas a receber · Índice de recebimento · Aging de contas a receber
Prazos máximos de atendimento
Prazos máximos de atendimento são os limites que a operadora deve garantir para o beneficiário ser atendido, contados da demanda até a realização. Exemplos: consulta básica em 7 dias úteis, demais especialidades em 14, internação eletiva em 21 e urgência e emergência de imediato. Sem prestador disponível, a operadora deve garantir o atendimento fora da rede ou reembolsar o beneficiário.
Norma: RN 566/2022 (ANS)
Veja também: RN 566/2022 · Hospital-dia · Urgência e emergência
Prestador de serviços de saúde
Prestador é o hospital, a clínica, o laboratório ou o profissional que atende o beneficiário e cobra a operadora pelo atendimento. A relação entre prestador e operadora deve ser regida por contrato escrito.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 17-A; RN 503/2022 (ANS)
Veja também: Operadora de plano de saúde · Contratualização · Rede credenciada
Pré-auditoria
Pré-auditoria é a revisão que o próprio prestador faz na conta antes de enviá-la, para corrigir o que viraria glosa. Para cobrir todas as contas sem atrasar o envio, combina regras automáticas em todas com revisão humana nas sinalizadas.
Veja também: Auditoria retrospectiva · Glosa administrativa
Prontuário
Prontuário é o documento, em papel ou eletrônico, com os registros da assistência ao paciente: identificação, anamnese, exame físico, diagnóstico, tratamento e evolução, com data, hora e assinatura. A guarda mínima é de 20 anos depois do último registro. Para o ciclo da receita, é a prova de cada item da conta.
Norma: Resolução CFM 1.638/2002; Lei 13.787/2018
Veja também: CDI (documentação clínica para faturamento) · NGS2 (Nível de Garantia de Segurança 2) · Auditoria de enfermagem
Prorrogação de internação
Prorrogação de internação é o pedido de autorização à operadora para estender uma internação além dos dias autorizados, com justificativa clínica. Diárias sem prorrogação autorizada são uma causa frequente de glosa.
Veja também: Diária hospitalar · Autorização prévia · Auditoria concorrente
Protocolo de recebimento
Protocolo de recebimento é o número que a operadora gera ao receber um lote ou um recurso de glosa no padrão TISS. Comprova o recebimento, não a análise: o resultado de cada guia chega depois, no demonstrativo de análise de conta.
Norma: Padrão TISS (ANS)
Veja também: Lote de guias · Demonstrativo de análise de conta · Recurso de glosa
Provisão para devedores duvidosos (PDD)
Provisão para devedores duvidosos é o valor que o prestador reserva no balanço para contas a receber que provavelmente não serão pagas. Pelas normas contábeis, deve refletir as perdas de crédito esperadas.
Norma: CPC 48
Veja também: Contas a receber · Inadimplência
PTU
PTU é o padrão de troca eletrônica entre as cooperativas do Sistema Unimed, usado no intercâmbio para autorizar e cobrar atendimentos entre a cooperativa que atende e a de origem. É regra do sistema de cooperativas, não norma da ANS: o prestador cobra a cooperativa com quem tem contrato no padrão TISS.
Veja também: Intercâmbio · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
R
Rastreabilidade de OPME
Rastreabilidade de OPME é a capacidade de identificar cada órtese, prótese ou material especial usado no paciente, com lote e dados do fabricante, do fornecedor até o prontuário. Sem ela, o item fica sem prova de uso e vira risco de glosa.
Veja também: OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) · Prontuário
RCM (Revenue Cycle Management)
RCM, ou gestão do ciclo da receita, é a gestão ativa de todas as etapas do ciclo, com indicadores, metas e responsáveis por etapa, para que cada atendimento seja cobrado corretamente e recebido no menor prazo.
Veja também: Ciclo da receita hospitalar · Índice de glosa · Prazo médio de recebimento (PMR)
Recurso de glosa
Recurso de glosa é a contestação formal, pelo prestador, de um valor glosado, com justificativa e documentos que provem a cobrança. No padrão TISS, é troca eletrônica obrigatória. O prazo vem do contrato, e a operadora não pode impedir a contestação nem negar acesso às justificativas da glosa.
Norma: Padrão TISS; RN 503/2022 (ANS)
Veja também: Glosa · Contra-auditoria · Taxa de reversão de glosa · Protocolo de recebimento
Rede credenciada
Rede credenciada é o conjunto de hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais contratados pela operadora para atender os beneficiários, diferente da rede própria. A troca de um hospital da rede exige prestador equivalente e aviso de 30 dias aos beneficiários e à ANS.
Norma: Lei 9.656/1998, art. 17
Veja também: Descredenciamento · Verticalização · Prestador de serviços de saúde
Remuneração baseada em valor
Remuneração baseada em valor é o grupo de modelos que ligam o pagamento ao resultado em saúde e à eficiência, e não só à quantidade de serviços, como o pagamento por desempenho e os bundles. A ANS mantém um programa de projetos-piloto desses modelos.
Veja também: Pay for performance (pagamento por desempenho) · Bundle por episódio e por condição clínica · Modelo de remuneração
RN 503/2022
A RN 503/2022 é a resolução da ANS que define as regras dos contratos escritos entre operadoras e prestadores. Exige que o contrato traga, entre outros pontos, as rotinas de auditoria, as hipóteses de glosa, os prazos de contestação e de resposta e os procedimentos que dependem de autorização.
Norma: RN 503/2022 (ANS)
Veja também: Contratualização · Fator de Qualidade · Recurso de glosa
RN 555/2022
A RN 555/2022 é a resolução da ANS que define o rito de atualização do Rol de Procedimentos: propostas enviadas pelo FormRol, discussão na Cosaúde e decisão da Diretoria Colegiada. A lei fixa o prazo de análise em 180 dias, prorrogáveis por 90, e em 120 dias, prorrogáveis por 60, para antineoplásicos orais.
Norma: RN 555/2022 (ANS); Lei 9.656/1998
Veja também: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde · PAR, FormRol e Cosaúde
RN 566/2022
A RN 566/2022 é a resolução da ANS que fixa os prazos máximos de atendimento que a operadora deve garantir ao beneficiário, de atendimento imediato em urgência e emergência a 21 dias úteis para alta complexidade e internação eletiva.
Norma: RN 566/2022 (ANS)
Veja também: Prazos máximos de atendimento · Hospital-dia
RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde)
A RNDS é a plataforma nacional de integração de dados em saúde do Ministério da Saúde. Usa o padrão FHIR e tem modelos de informação publicados em portaria, como o sumário de alta. Não substitui o padrão TISS na cobrança às operadoras.
Norma: Portaria GM/MS 1.434/2020
Veja também: FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) · Interoperabilidade · Padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar)
Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a lista da ANS com a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Desde a Lei 14.454/2022, procedimentos fora do Rol podem ter cobertura quando atendem aos critérios legais. Em setembro de 2025, o STF fixou cinco requisitos cumulativos para essa cobertura excepcional.
Norma: RN 465/2021 (ANS); Lei 14.454/2022; STF, ADI 7265
Veja também: DUT (Diretriz de Utilização) · RN 555/2022 · PAR, FormRol e Cosaúde
S
Saúde suplementar
Saúde suplementar é o sistema de planos privados de assistência à saúde, regulado pela ANS, que funciona ao lado do SUS. Nele, operadoras recebem mensalidades de pessoas e empresas e pagam hospitais, clínicas e profissionais pelo atendimento dos beneficiários, que continuam com direito ao SUS.
Norma: Lei 9.656/1998
Veja também: Operadora de plano de saúde · Prestador de serviços de saúde · ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
Senha de autorização
Senha de autorização é o código que a operadora emite ao aprovar um procedimento, exame ou internação, e que deve constar na guia de cobrança. A validade é definida em contrato, e procedimento feito com senha vencida é causa comum de glosa.
Veja também: Autorização prévia · Glosa administrativa
SIGTAP (Tabela Unificada do SUS)
O SIGTAP é o sistema do Ministério da Saúde que mantém a tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais do SUS, com valores e regras de cada procedimento. Tem nova competência todo mês.
Veja também: CID (Classificação Internacional de Doenças) · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)
Simpro
Simpro é uma publicação privada com preços de referência de materiais e medicamentos. Como o Brasíndice, não é tabela oficial: só vale como base de cobrança quando o contrato define o seu uso e as condições.
Veja também: Brasíndice · TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) · Contratualização
Sinistralidade
Sinistralidade é a relação entre as despesas assistenciais de uma operadora e as receitas com mensalidades, em geral em percentual. Sinistralidade alta pressiona reajustes e torna mais rigorosa a análise das contas.
Veja também: DIOPS (Documento de Informações Periódicas das Operadoras) · Operadora de plano de saúde
SLA (acordo de nível de serviço)
SLA, do inglês service level agreement, é a cláusula de contrato que fixa os níveis de serviço a cumprir, com indicador, fórmula, meta, prazo e consequência. Em contratos do ciclo da receita, metas como glosa inicial ou prazo de resposta precisam ter fórmula e base de cálculo escritas.
Veja também: Contratualização · Índice de glosa
Split payment
Split payment é o recolhimento do IBS e da CBS no momento do pagamento: parte do valor é separada e destinada ao tributo na liquidação financeira. O valor pago pela operadora pode chegar ao prestador já sem o tributo, o que exige ajustar a conciliação.
Norma: Lei Complementar 214/2025
Veja também: IBS e CBS · Conciliação