Pular para o conteúdo

Conhecimento, diálogo e conexão.

ABCICLO: Associação Brasileira do Ciclo da Receita Hospitalar Associe-se

Comitês

Comitês técnicos da ABCICLO abrem participação para prestadores e operadoras

Auditoria e glosa, padrões, dados e contratualização recebem associados com coordenação dupla.

Por ABCICLO · · 3 min de leitura

Comitês técnicos da ABCICLO abrem participação para prestadores e operadoras

Os comitês técnicos da ABCICLO abrem participação para prestadores, operadoras e, principalmente, para os profissionais que fazem o ciclo da receita no dia a dia. É neles que a associação transforma a experiência de quem fatura, audita e concilia contas em padrões comuns para os dois lados.

O que são os comitês técnicos da ABCICLO?

Os comitês técnicos são os grupos em que o trabalho da ABCICLO acontece. Neles, prestadores e operadoras escrevem juntos definições, indicadores, notas técnicas e contribuições ao regulador sobre o ciclo da receita. Cada comitê tem dois coordenadores, um de prestador e um de operadora, e membros dos dois lados na mesma proporção.

Quais são os comitês e os grupos de trabalho?

São quatro comitês e dois grupos de trabalho:

  • Auditoria, Glosas e Recurso: auditoria médica e de enfermagem, causas de glosa, recurso e prazos de resposta, o ponto de maior atrito entre os dois lados.
  • Padrões e Interoperabilidade: padrão TISS, TUSS, o glossário oficial e as tabelas oficiais do ciclo da receita.
  • Dados e Indicadores: o conjunto mínimo de dados comuns, os indicadores gerais, a conciliação e a metodologia do Radar.
  • Contratualização e Modelos de Remuneração: contrato escrito e modelos além do pagamento por item. Trata de estrutura e cláusulas, nunca de valores, e abre depois que o regimento concorrencial for aprovado.
  • Talentos (grupo de trabalho): competências, cargos e certificações de quem trabalha no ciclo da receita.
  • Reforma Tributária (grupo de trabalho temporário): efeitos do IBS, da CBS e do split payment no valor recebido e na conciliação.

Por que a participação de quem faz o ciclo da receita importa?

Porque é quem faz o ciclo da receita todos os dias que sabe onde cada glosa nasce. O faturista conhece a guia que volta por um código errado. O auditor de enfermagem sabe qual registro falta no prontuário. O analista de contas médicas da operadora sabe por que uma cobrança não fecha com o contrato. Esse conhecimento existe, mas fica preso dentro de cada empresa e se perde a cada troca de equipe.

Normas e contratos escritos sem essa experiência tendem a ignorar a prática: exigem o que o sistema não registra, definem prazos que a rotina não cumpre e deixam espaço para interpretações diferentes de cada lado. Quando os profissionais dos dois lados sentam juntos, a regra nasce já testada na operação real.

Os comitês dão a esses profissionais um lugar para transformar o que aprendem na rotina em padrão comum, assinado por prestadores e operadoras.

Quais são os benefícios para o mercado?

O principal benefício é trocar a disputa caso a caso por regras que valem para todos. Na prática:

  • Menos glosa evitável. Definições comuns e regras claras de preenchimento atacam a glosa na causa, antes do envio da conta.
  • Menos retrabalho. Recurso e contra-auditoria seguem um fluxo conhecido pelos dois lados, com prazos definidos.
  • Pagamento mais rápido. Quando as partes medem do mesmo jeito, a conciliação fecha antes e o dinheiro chega mais cedo.
  • Dado confiável. Indicadores com a mesma fórmula permitem comparar prestadores, operadoras e regiões sem discutir quem calculou certo.
  • Voz técnica junto ao regulador. Uma posição construída pelos dois lados tem mais peso em consultas públicas da ANS do que a de um lado só.

O que o profissional ganha ao participar?

O profissional ganha rede, aprendizado e voz. Nos comitês, ele convive com colegas do outro lado do processo, entende como a outra ponta trabalha e participa da redação de notas técnicas que vão orientar o setor. A participação também dá visibilidade ao trabalho de quem faz o ciclo da receita, uma função ainda pouco reconhecida dentro das instituições. A filiação de profissionais à ABCICLO é gratuita.

Como os comitês funcionam?

Cada comitê assume uma entrega pública por semestre, com data. As notas técnicas seguem um fluxo fixo: rascunho, consulta aos associados, revisão por um prestador e uma operadora, aprovação do Conselho de Administração e publicação com data, norma e quem aprovou. Cada reunião tem pauta divulgada antes e ata publicada depois.

Preço, tabela, condição comercial e qualquer negociação entre associados ficam fora de toda reunião, por regra do regimento dos comitês.

Como participar?

Basta se associar e indicar o comitê de interesse no formulário de filiação. Os três primeiros comitês, Auditoria, Glosas e Recurso; Padrões e Interoperabilidade; e Dados e Indicadores, começam agora. O de Contratualização abre quando o regimento concorrencial estiver aprovado.

Em resumo

  • A ABCICLO tem quatro comitês técnicos e dois grupos de trabalho, todos com um coordenador de prestador e um de operadora.
  • Quem faz o ciclo da receita no dia a dia sabe onde cada glosa nasce; os comitês transformam esse conhecimento em padrão comum.
  • Padrões escritos pelos dois lados reduzem retrabalho, aceleram o pagamento e dão ao regulador uma posição técnica e equilibrada.
  • Profissionais participam de graça e ganham rede, aprendizado e voz nas notas técnicas do setor.
  • Preço, tabela e condição comercial ficam fora de toda reunião, por regra do regimento.
  • Comitês

Participe da ABCICLO

Associe-se